A cultura de resolver problemas rápido (de verdade)

A cultura de resolver problemas rápido (de verdade)

Se um cliente te chama agora com um incidente, em quanto tempo ele recebe uma resposta útil — daquelas que realmente ajudam a analisar e encaminhar a solução?

Aqui na OpenX, a velocidade de resposta virou um traço de cultura. E não falo de “responder por responder”, nem de mensagem automática. Falo de ter, em poucos minutos, um ser humano apto a olhar o cenário, fazer perguntas certas, puxar evidências e conduzir o diagnóstico.

Ao longo do tempo, a gente percebeu uma coisa bem simples: o mercado não mede só o que você resolve — mede também o quanto você demora para começar a resolver. E isso muda completamente a percepção de valor.

Resposta rápida não é “ser simpático”. É mostrar prioridade.

Muitas empresas dizem “seu chamado é importante”, mas deixam o cliente esperando 40 minutos. Na prática, o que o cliente entende é: “não sou prioridade”.

Quando você responde rápido, você comunica sem discurso: “Eu vi você.” “Eu me importo.” “Eu estou aqui para resolver.”

E para provedores, isso é crítico. O cliente final é difícil de conquistar e fácil de perder. Quem está na operação sabe.

Escalonamento que respeita a urgência

Muitas operações têm uma “escalation list” que só funciona depois de 2h, 4h… como se incidente tivesse relógio.

Na nossa visão, o escalonamento precisa ser lógico (seguir a ordem), mas não pode ser uma sentença de espera. Se o cliente tentou contato pelos canais corretos e não conseguiu resposta, ele precisa ter liberdade de escalar mais rápido — inclusive até chegar no nível mais alto, se necessário.

Porque segurar o cliente numa fila “por regra” é injusto com quem está sofrendo o impacto.

Duas métricas que revelam a verdade do seu atendimento

Se você quer medir se está indo bem, olhe para dois números:

  1. Tempo médio para iniciar o atendimento Do primeiro “oi” até alguém começar a tratar o caso.
  2. Tempo médio para finalizar o atendimento O tempo total até resolver (ou entregar uma solução/contorno efetivo).

 

E tem um detalhe importante: não olhe só a média. Os casos “fora da curva” (o chamado que demorou uma semana quando o normal são horas) são onde mora o aprendizado:

  • Por que esse caso travou?
  • Faltou procedimento?
  • Faltou ferramenta?
  • Faltou alerta?
  • Faltou gente preparada para interpretar o que já estava na tela?

 

Monitoramento bom acelera tudo (mas só se alguém souber ler)

Um monitoramento eficiente encurta o caminho porque permite correlacionar a reclamação do cliente com evidência técnica: o gráfico mudou no mesmo horário? O alarme disparou? A métrica saiu do padrão?

Só que existe um “gargalo silencioso”: muita informação está no gráfico, mas nem todo mundo sabe interpretar. E interpretar gráfico é quase uma arte operacional: variação brusca, queda, subida, padrão repetitivo… tudo conta uma história. Quando a equipe aprende a “ler a história”, o tempo de diagnóstico despenca.

Regra prática: se leva menos de 5 minutos, resolva agora

Outra mudança cultural que faz diferença no dia a dia: se a correção é simples e você consegue resolver em poucos minutos, pare o que estiver fazendo e resolva.

O que mata a qualidade do atendimento não é só o problema — é o problema que vai para uma lista, fica para depois e acaba esquecido. Aí o cliente vira cobrador, a confiança vai embora e a operação entra em modo reativo.

Resolver rápido evita acúmulo. E acúmulo vira caos.

Combinados claros com o cliente: emergência sempre vem primeiro

Também ajuda muito deixar explícito como você trabalha: Projeto e melhoria são importantes. Mas incidente e emergência passam na frente.

Quando isso está combinado, o cliente entende por que, em um plantão de fim de semana, um atendimento pode mudar de foco para apagar um incêndio em outro lugar. E a lógica é simples: ninguém quer ser o cliente que ficou sem suporte porque o time estava “ocupado demais” com algo que podia esperar.

Um checklist rápido para aplicar na sua operação

  • Você mede o tempo até o primeiro atendimento?
  • Você mede o tempo até a resolução (de verdade)?
  • Você revisa os outliers e transforma em melhoria de processo?
  • Seu monitoramento aponta sintomas com clareza?
  • Seu time sabe interpretar gráfico e correlacionar sinais?
  • Seu escalonamento respeita urgência ou respeita burocracia?
  • Você tem a cultura do “se é rápido, resolve agora”?

 

Se quiser, me diga: o que mais acelera a resolução de problemas na sua operação hoje? Vale ferramenta, procedimento, rotina, postura do time, qualquer coisa que funcione no mundo real.


Quer ver na prática como construímos essa cultura na OpenX?

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